No caso de Octávio a supremacia do feminino não é aceita, ao contrário do que aconteceu no famoso caso Schreber, estudado por Freud. Raramente Octávio se rende. Sente-se ameaçado, percebe dentro de si mesmo a força do feminino, mas apesar disso luta para que o princípio masculino não seja completamente vencido.

O conflito masculino/feminino, demasiado sofrido, será expresso no símbolo da crucificação. A figura humana de perfil, com características masculinas e femininas, está crucificada. É o suplício daquele que está distendido entre opostos e tenta uni-los numa figura de hermafrodita.







Lápis cera sobre papel - 1969
55 X 36,5 cm