No caso de Octávio a supremacia do feminino não é
aceita, ao contrário do que aconteceu no famoso caso Schreber,
estudado por Freud. Raramente Octávio se rende. Sente-se
ameaçado, percebe dentro de si mesmo a força do feminino,
mas apesar disso luta para que o princípio masculino não
seja completamente vencido.
O
conflito masculino/feminino, demasiado sofrido, será expresso
no símbolo da crucificação. A figura humana
de perfil, com características masculinas e femininas, está
crucificada. É o suplício daquele que está
distendido entre opostos e tenta uni-los numa figura de hermafrodita.
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