Fator fundamental na sua história foi a presença
do artista Almir Mavignier , na ocasião monitor do ateliê
de pintura. Ele encontrou apoio afetivo e estímulo em Almir,
sempre ao seu lado durante suas atividades, mas sem nunca pretender
influenciá-lo.
Um dia, contrariando a regra de não-intervenção
na produção plástica dos freqüentadores
do ateliê, um funcionário da secretaria entrou por
acaso na sala e, vendo os abstratos de Raphael, disse-lhe: "Raphael,
pinte uma cara." Raphael desenhou uma cara. A seguir, o funcionário
disse: "Agora pinte um burrinho."
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