Quatro meses antes de sua morte configura a barca do sol, presente
em numerosos mitos. "A face do sol é serena e triste.
Ele vai navegar na noite e lutar contra os monstros que incessantemente
esforçam-se por impedir seu renascimento. Através
de longos percursos na escuridão, tal como aconteceu a Carlos,
surge, como um fio condutor, fio tênue que às vezes
parece ter-se partido e ter sido tragado pelo abismo, o "Princípio
de Horus", isto é, o impulso para emergir das trevas
originais até alcançar a experiência essencial
da tomada de consciência." (Nise da Silveira)
|