Esse fato insólito marcou o início de uma nova fase no seu desenho. A partir daí, sem etapas de transição, num salto espantoso, surgem traços mágicos que virão configurar desenhos da mais alta qualidade em seus trabalhos. Quando termina seu desenho, Raphael quase sempre os recobre com suas habituais linhas entrecruzadas, obrigando os monitores a retirá-los dando uma nova folha de papel.
Desenhava rapidamente com linhas que muitas vezes reproduziam gestos que fazia fora do papel.
O prazer de desenhar num ambiente onde era tratado como pessoa querida despertou em Raphael insuspeitadas manifestações de força criadora. Seus desenhos atingiram alta qualidade artística, reconhecida por críticos de arte como Leon Degand, Sérgio Milliet, Mário Pedrosa, Flávio de Aquino e outros.




Nanquim sobre papel - 1948
47 X 38 cm