Esse fato insólito marcou o início de uma nova fase
no seu desenho. A partir daí, sem etapas de transição,
num salto espantoso, surgem traços mágicos que virão
configurar desenhos da mais alta qualidade em seus trabalhos.
Quando termina seu desenho, Raphael quase sempre os recobre com
suas habituais linhas entrecruzadas, obrigando os monitores a
retirá-los dando uma nova folha de papel.
Desenhava rapidamente com linhas que muitas vezes reproduziam
gestos que fazia fora do papel.
O prazer de desenhar num ambiente onde era tratado como pessoa
querida despertou em Raphael insuspeitadas manifestações
de força criadora. Seus desenhos atingiram alta qualidade
artística, reconhecida por críticos de arte como
Leon Degand, Sérgio Milliet, Mário Pedrosa, Flávio
de Aquino e outros.
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