Suas obras, desmentindo os preconceitos dominantes na psiquiatria, foram desde logo aceitas no mundo da arte. Mário Pedrosa e Abraham Palatnik, entre outros, visitavam-no freqüentemente Mesmo quando saiu do hospital (1950) para residir com parentes em Teresópolis (RJ), continuaram a levar-lhe estímulo e material de pintura.
Em 1965 foi internado novamente. Depois, foi para uma clínica geriátrica, onde várias vezes recebeu a visita de funcionários do Museu que lhe levavam material de pintura. Mas ele se recusava terminantemente a pintar ali, dizendo que só o faria no ateliê do Museu. O importante não é só pintar, é ter idéias para pintar. Aqui na clínica eu não tenho idéias para pintar. Só no Museu. Voltou então a freqüentar regularmente o Museu de Imagens do Inconsciente, onde pintou até o seu falecimento, em 5 de maio de 1986, aos 92 anos. Deixou no acervo do Museu um legado de cerca de 3.300 obras.




Óleo e guache sobre papel - 1974
36 X 55 cm