CCMS acompanha homenagem ao Dia das Mães no Instituto Nacional de Câncer

Pacientes se divertem ao som do Grupo Afro Samba.
O poeta Vinícius de Moraes ensinou que, com um pouco de amor numa cadência, “ninguém no mundo vence a beleza que tem um samba, não”. Já o compositor Zé Keti mostrou que o samba é “quem leva a alegria para milhões de corações brasileiros”. Se alguém tinha alguma dúvida sobre “o grande poder transformador” deste estilo musical, a apresentação do grupo Afro Samba em homenagem às mães do Instituto Nacional de Câncer provou que, cantando e sambando, a tristeza vai mesmo embora.
Em parceria com o INCAvoluntário, Lecão, Raquel Melo, Luizinho, Jonatan Moraes e Talles Moratensom, da banda Afro Samba, que integra o projeto cultural do Grupo AfroReggae, levaram música às pacientes da unidade do Hospital do Câncer no Santo Cristo.

Samba foi a surpresa preparada pelo INCAvoluntário em homenagem às mães do Inca.
Dona Regina Célia mostrou que o samba “deixa a gente mole, quando se canta todo mundo bole”: “Hoje sambei e me distraí! Dá pra relaxar a cabeça da gente”, contou a paciente. Para ela, as atividades desenvolvidas pelos voluntários fazem o paciente se sentir bem: “O trabalho dos voluntários é feito com muito amor e carinho. Até uma palavra amiga você recebe na hora que está precisando”, declarou.
Cátia Cilene, recepcionista que nasceu com o samba, no samba se criou e do danado do samba nunca se separou, aproveitou cada segundo de folga pra pagodear com o Afro Samba: “A dança rejuvenesce, é uma terapia!”, disse ela.

A funcionária Cátia Cilene mostra simpatia e samba no pé.
Etilaine Andrade, produtora do AfroReggae, explica a importância da parceria entre o grupo cultural e o INCAvoluntário: “Doar alguns minutos de nosso trabalho para os pacientes é uma alegria que não tem tamanho. Contribuir na luta de todas essas pessoas com alguns minutos de música e descontração se tornou um compromisso prioritário para todos os integrantes do Grupo. Queremos continuar no Inca por muitos anos!”, revelou.
Há 15 anos Dona Elza Braile se dedica aos pacientes do Inca como voluntária. “Mas o voluntariado não é uma forma de caridade”, ela explica, com a autoridade de quem já completou 81 anos de sabedoria. “Nessa troca de experiências, os maiores beneficiados são os próprios voluntários”.
Os integrantes do AfroReggae se despediram do Inca com a promessa de novas parcerias e um recado em forma de samba para as pacientes: “ Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé. Manda essa tristeza embora. Pode acreditar que um novo dia vai raiar”, cantaram.

Pacientes aproveitam a oportunidade de tirar fotos com os músicos voluntários.