Centro Cultural do Ministério da Saúde



Foto da fachada do prédio do Centro Cultural do Ministério da Saúde

Histórico

Em dezembro de 1996, sob a coordenação da CDI, realizou-se o primeiro fórum de discussões, com o objetivo de debater a destinação, preservação e acesso aos acervos, conhecendo-se os pontos convergentes das propostas em curso nas várias instituições do Ministério da Saúde e sedimentando parcerias já atuantes, bem como identificando outras. Em função das péssimas condições de guarda dos acervos, era necessário transcender a etapa de propostas pontuais e reunir esforços no sentido de integrar ações voltadas à identificação, organização e difusão das informações disponíveis nos diversos acervos de documentos da área de saúde mental. Nesse sentido, destacavam-se os seguintes projetos: Organização do Acervo Documental do Ministério da Saúde - SAA/SE/MS; Museu Imagens do Inconsciente - Centro Psiquiátrico Pedro II; Corredor Cultural/Museu Nise da Silveira - Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira - IMASJM; TV Pinel - Instituto Philippe Pinel; Memória da Psiquiatria no Brasil - NUPES/ENSP/FIOCRUZ.

Em outubro, de 1997, foi criado um grupo de trabalho intra e interinstitucional, por intermédio da portaria nº 270/97, com a finalidade de proceder à sistematização do trabalho de diagnóstico, organização e avaliação dos acervos arquivísticos, bibliográficos e museológicos referentes à Memória da Psiquiatria no Brasil e integrar ações e recursos para viabilizar o projeto de criação do Centro de Referência da Memória da Saúde Mental. Foram realizados dois fóruns sobre a memória da psiquiatria brasileira com o objetivo de dar continuidade à integração de ações e recursos institucionais, visando garantir o acesso às informações produzidas no decorrer da história da assistência psiquiátrica no país. Como resultado desse trabalho, realizou-se um diagnóstico preliminar e várias iniciativas de recuperação e organização dos acervos foram dinamizadas, bem como parcerias com órgãos afins, no âmbito de cada Unidade. Registra-se assim, ações do Instituto Philippe Pinel, do CPP II e do IMASJM, as quais compreenderam o funcionamento de oficinas, realização de exposições, mostras e publicação de catálogos e iniciativas de recuperação do acervo por meio de parcerias. No decorrer de dois anos, empreenderam-se esforços para desocupação do prédio pela Vigilância Sanitária Federal e o desenho de uma proposta integrada em prol da referência, organização e restauração dos acervos existentes. Para a evolução das sociedades, a informação requer a integração de técnicas e conhecimentos e migração do armazenamento para a difusão do saber. A abordagem criativa, atraindo o público em geral, é o novo desafio das áreas gestoras de acervos informacionais. A partir do final de 1999, em função da municipalização dos hospitais em questão, os cenários se modificaram. Por outro lado a área de Documentação e Informação transformou-se em Coordenação-Geral e passou a defender, em função da responsabilidade sobre os diversos acervos repassados a outras esferas de governo, uma nova estrutura teórica de concepção do espaço, sem perder de vista a sua proposta inicial. Surgiu a idéia de criação do Centro Cultural do Ministério da Saúde, ampliando o horizonte e a abordagem das idéias originais.

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