Centro Cultural do Ministério da Saúde



Foto da fachada do prédio do Centro Cultural do Ministério da Saúde

Histórico

A atual proposta de implantação do Centro Cultural do Ministério da Saúde no Prédio Histórico da Praça XV do Rio de Janeiro, ocorre no sentido de convergir uma série de iniciativas anteriores que primavam pela relevância do acervo da psiquiatria brasileira - os documentos que revelam a história da saúde pública. A primeira proposta objetivava ser uma extensão do trabalho do Centro Psiquiátrico Pedro II (CPPII), realizado pela Seção de Terapêutica Ocupacional, a qual propiciava aos pacientes meios de expressão e resgate de sua individualidade, e que visava conhecer a doença de gênese desconhecida através da produção dos pacientes. Os resultados desse trabalho de cunho científico e reconhecido internacionalmente encontram-se no Museu de Imagens do Inconsciente. À densidade científica desse acervo agrega-se sua dimensão artística. Várias são as revelações expressas em coleções de imagens consagradas como obras de arte e que percorreram exposições nacionais e internacionais nas últimas quatro décadas.

Em decorrência da importância dessa ação, em 1993 foi assinado convênio entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Cultura para, no prazo de 5 anos, organizar no Prédio da Praça XV um espaço que, integrado ao núcleo histórico e turístico do Centro do Rio de Janeiro, se constituísse em extensão desse trabalho, favorecendo a desmistificação da loucura e o fomento à terapêutica proposta, garantindo a preservação de um acervo de cerca de 300 mil imagens. Por descontinuidade da iniciativa formalizada que apresentou inclusive os projetos arquitetônicos detalhados do espaço, em abril de 1996, o foco do espaço foi direcionado para outra unidade hospitalar, a Colônia Juliano Moreira. A proposta trazia elementos novos e objetivava a implementação do Centro Cultural Ressocializante, denominado Centro Cultural Bispo do Rosário-CCBR. A finalidade do CCBR era de abrir um espaço que acolhesse, preservasse e dignificasse a vida e a obra dos usuários, com vocação artística, que fossem freqüentadores dos vários programas de saúde mental da rede pública e privada, em todo país, reconduzindo-os ao mercado de trabalho, garantindo a restauração das obras selecionadas e a sua conservação museológica, por meio de convênios com Escolas de Museologia, Museu Nacional de Belas Artes, Fundação Biblioteca Nacional e outras entidades afins.

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