A tubercular pulmonar primária ocorre sobretudo em crianças. A infecção não apresenta sintomas e o indivíduo infectado desenvolve imunidade. O foco inflamatório é absorvido, sofre transformação conjuntiva e se calcifica. Em alguns casos, o bacilo pode se disseminar pelos pulmões, cair na corrente sangüínea e alcançar qualquer órgão, especialmente a meninge onde causa a meningite tuberculosa, de evolução rápida e altamente letal. Nos adultos, os sinais mais claros da doença são fraqueza, perda de peso e tosse persistente. Como os sintomas não regridem a saúde do paciente se deteriora. O avanço do bacilo nos pulmões é lento e, ao invés de formar um nódulo duro e calcificado, produz uma massa de aspecto queijoso que rompe os tecidos respiratórios e forma cavidades nos pulmões. A doença ganha os brônquios e, se algum vaso sangüíneo é afetado, o doente começa a tossir sangue. Se não for tratado, o paciente morre por falha na circulação de ar, toxemia geral e exaustão. Em alguns casos, a infecção se estende a outros sistemas e pode afetar praticamente todos os órgãos.
Em 90% dos casos, o sistema imunológico é capaz de conter a multiplicação do bacilo. Entretanto, em algumas pessoas, o bacilo da tuberculose supera as defesas do sistema imunológico e começa a se multiplicar, resultando na progressão de uma simples infecção por tuberculose para a doença em si. Isto pode ocorrer logo após a infecção (tuberculose primária, de 1 a 5% dos casos), ou vários anos após a infecção (reativação da doença tuberculosa, ou bacilo dormente, de 5 a 9 % dos casos).
Cerca de 5% das pessoas infectadas desenvolvem a doença nos dois primeiros anos, e outras 5% podem desenvolvê-la ainda mais tarde. No total, cerca de 10% dos infectados com sistema imunológico normal desenvolverão a doença durante a vida.
Segundo dados das Nações Unidas, apesar dos inúmeros avanços científicos, a tuberculose ceifa ainda 2 milhões de vidas todo ano e, em algumas partes do mundo, está se agravando. E a tuberculose é a maior causa de mortes em indivíduos portadores de AIDS, sendo que, em algumas partes da África, 75% das pessoas com HIV também possuem tuberculose.