Discurso de Abertura da Coordenadora-Geral de Documentação e Informação do Ministério da Saúde do Brasil, Márcia Rollemberg

<Saudação às autoridades presentes>
GMHC – Marjorie J. Hill – Diretora Executiva Interina
IPPF – Depto. do Programa de HIV/Aids - Sra. Jane Galvão
Unaids - Parceria – Bunmi Makinwa
Missão Brasileira – Governo do Brasil – Gabriel Boff

Em 2006, completam-se 25 anos desde o registro do primeiro caso de aids. Chegamos a 40 milhões de adultos infectados com o HIV no mundo. A epidemia ainda avança e o seu enfrentamento continua a ser um desafio à saúde pública em todos os países.

É importante ressaltar a atuação do Governo Brasileiro na luta contra a doença. O Programa Brasileiro de DST e aids, criado em 1985, consolidou o modelo de atenção adotado pelo País, onde a saúde é um direito de todos e dever do Estado.

Nesses 21 anos, a resposta brasileira foi fortalecida em todas as áreas: prevenção, diagnóstico, tratamento, pesquisa, direitos humanos e organização social.

O direito às diferenças e à diversidade sexual, premissas da atuação brasileira, possibilitaram uma intensa cooperação com a sociedade civil na disseminação de informações seguras, e na conseqüente diminuição da incidência da doença.

No tratamento, a atenção aos doentes de Aids no Brasil é referência para o mundo. Na América Latina e no Caribe, cerca de 300 mil pessoas recebem tratamento com os anti-retrovirais. Destes, cerca de 175 mil são brasileiros.

No Brasil, a abordagem equilibrada entre prevenção, tratamento e respeito aos direitos humanos contribuiu para a diminuição de internações hospitalares, aumento da expectativa e da qualidade de vida e queda da mortalidade em até 50%.

A iniciativa do Ministério da Saúde e do Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil na realização do I Festival Internacional de Humor em DST e Aids é uma significativa referência na utilização de uma linguagem universal e artística e apresenta as diversas óticas culturais no combate ao avanço do HIV e da AIDS.

O poder da informação por meio dos canais cognitivos da imaginação, da abstração e da criatividade ampliam a capacidade comunicativa com os diversos públicos, sobretudo os jovens.

Foram inscritos no concurso cerca de 1.500 trabalhos provenientes de mais de 50 países. Esses trabalhos versaram sobre temas como prevenção, acesso ao tratamento e direitos das pessoas vivendo com o HIV.

A mostra obteve sucesso no Brasil e no México, lugares onde foi visitada por mais de 200 mil pessoas. A exposição chega aos Estados Unidos por meio da Federação Internacional de Planejamento Familiar / Região do Hemisfério Ocidental, que por sua sensibilidade abriu caminhos para a trajetória internacional da mostra.

Ao reconhecer a significativa atuação dessa organização nos diversos paises com ações educativas e de assistência, agradecemos a parceria com o IPPF, na expectativa de consolidar uma efetiva relação de cooperação e intercambio de experiências.

Da mesma forma agradecemos a UNAIDS, permanente parceria do Governo Brasileiro na implementação de políticas nesse campo de atuação.

É importante ressaltar aqui a atuação da Instituição Gay Men's Health Crisis - GMHC, que cumpre papel de destaque no mundo, pelo pioneirismo na luta comprometida em questões de homossexualidade, de HIV/Aids e de minorias. E esperamos que esta exposição contribua para a mobilização e o debate em torno desse tema.

Preservar a vida humana, prestar assistência e respeitar as diferenças é um compromisso que nos une. Muito obrigado(a) .

 

Márcia Rollemberg, Coordenadora-Geral de Documentação e Informação do Ministério da Saúde do Brasil