Centro Cultural do Ministério da Saúde





Revitalização da zona portuária do Rio trará novos ares ao CCMS


Imagens feitas do alto do edifício Santos Dumont revelam os últimos dias da Avenida Perimetral na região da Praça XV.

Imagens feitas do alto do edifício Santos Dumont revelam os últimos dias da Avenida Perimetral na região da Praça XV. O viaduto deve se despedir completamente da paisagem carioca até 2016. Registro do fotógrafo Marcelo Queiroz (Núcleo Estadual do Ministério da Saúde RJ). Ao fundo, o prédio do Centro Cultural do Ministério da Saúde, banhado pela Baía de Guanabara.



A derrubada do Elevado da Avenida Perimetral impulsionará a renovação da região do porto carioca, beneficiando diretamente o Centro Cultural do Ministério da Saúde. Atualmente, o viaduto separa o palacete do CCMS de outras construções do centro histórico da cidade de São Sebastião.

Os primeiros 1.050 dos quase cinco mil metros da via expressa já foram implodidos, abrindo caminho para um novo sistema de mobilidade urbana. Até 2016, quando o Rio sediará os Jogos Olímpicos, circulará pela cidade o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que ligará os bairros da região portuária ao centro financeiro e ao Aeroporto Santos Dumont, passando pelas imediações da Rodoviária Novo Rio, Praça Mauá, Avenida Rio Branco, Cinelândia, Central do Brasil, Praça XV e Santo Cristo.


O Elevado da Perimetral corta a paisagem do Rio de Janeiro, separando o prédio do CCMS de outras construções da cidade, como o Museu Histórico Nacional.

O Elevado da Perimetral corta a paisagem do Rio de Janeiro, separando o prédio do CCMS de outras construções da cidade, como o Museu Histórico Nacional. Nas fotos: de um lado do viaduto o Centro Cultural do Ministério da Saúde; do lado oposto, o conjunto arquitetônico do Museu.



Patrimônio Histórico

O prédio que hoje abriga o Centro Cultural do Ministério da Saúde e assiste à nova transformação do espaço urbano carioca é resultado de outro projeto de modernização da cidade: o desmanche do morro do Castelo, no início do século passado. Acreditava-se que o morro dificultava a circulação do vento que vinha da Baía de Guanabara, contribuindo para moléstias e epidemias que atacavam a população.

À derrubada da colina do Castelo seguiu-se o aterro onde se instalou a Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, realizada em 1922. A mostra revelava as potencialidades brasileiras nos diversos setores da vida nacional. Dentre as construções da Exposição, destacou-se o Pavilhão da Estatística, projetado pelo professor Gastão Bahiana, da Escola Nacional de Belas Artes, hoje ocupado pelo CCMS.


As lentes do fotógrafo Augusto Malta (1864 – 1957) registraram a construção do Pavilhão da Estatística para a exposição comemorativa do centenário da Independência, em 1922. As imagens foram cedidas gentilmente pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

As lentes do fotógrafo Augusto Malta (1864 – 1957) registraram a construção do Pavilhão da Estatística para a exposição comemorativa do centenário da Independência, em 1922. As imagens foram cedidas gentilmente pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.



Viaduto transformou a paisagem da cidade

Nos anos cinquenta, o Elevado da Perimetral surgiu como alternativa de tráfego para as congestionadas vias existentes. A Avenida permitia a ligação direta entre as Zonas Sul e Norte da cidade. A construção do Elevado, no entanto, trouxe prejuízos para o cenário do Rio de Janeiro, como a demolição de diversos prédios históricos. Entre as obras perdidas, estava o conjunto de pavilhões do Mercado Municipal, inaugurado em 1907, à época das reformas do Prefeito Pereira Passos. Do antigo Mercado, vizinho do CCMS, restou apenas a torre onde hoje funciona o restaurante Albamar.

Ao longo de quase um século, a sede do CCMS acompanhou o surgimento e a derrocada de um polêmico marco da paisagem carioca: o viaduto da Avenida Perimetral. Agora, porém, a expectativa é que as modernas intervenções valorizem os retratos da história do Rio de Janeiro, como o prédio que guarda a memória da Exposição de 1922.

Fachada do palacete onde está instalado o CCMS: o prédio é um dos poucos pavilhões da Exposição de 1922 que resistiram às reformas na paisagem do Rio de Janeiro. Na segunda foto, o CCMS visto da Baía de Guanabara, tendo, ao lado, no centro da imagem, a única torre restante do Mercado Municipal, onde funciona atualmente um restaurante.

Fachada do palacete onde está instalado o CCMS: o prédio é um dos poucos pavilhões da Exposição de 1922 que resistiram às reformas na paisagem do Rio de Janeiro. Na segunda foto, o CCMS visto da Baía de Guanabara, tendo, ao lado, no centro da imagem, a única torre restante do Mercado Municipal, onde funciona atualmente um restaurante. Por trás do viaduto da Avenida Perimetral, sob as vistas do Cristo Redentor, construções importantes do Centro do Rio, como o prédio que sediou o Ministério da Fazenda nos anos 1940, o moderno complexo do Tribunal de Justiça e o edifício Santos Dumont, o mais alto do estado do Rio de Janeiro quando construído, em 1975, e até hoje um dos mais altos do país, com 43 andares.



Saiba mais sobre o CCMS

O Centro Cultural do Ministério da Saúde foi inaugurado em 2001 como um espaço democrático de disseminação do saber na área da saúde pública. Instalado no palacete que abrigou o “Pavilhão da Estatística” nas comemorações pelo centenário da Independência, em 1922, o CCMS integra o Corredor Cultural do Rio de Janeiro.

Em 12 anos de funcionamento, o Centro Cultural do Ministério da Saúde, que faz parte da Coordenação-Geral de Documentação e Informação/Subsecretaria de Assuntos Administrativos/Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, já recebeu mais de 47 mil visitantes em sua sede.

As mostras itinerantes foram visualizadas por mais de 700 mil pessoas em todo o país. Para além das fronteiras nacionais, um público de quase 300 mil visitantes acompanhou as exposições desenvolvidas pela unidade. Todas as mostras estão disponíveis na íntegra no site do Centro Cultural.


CCMS


Assistência e supervisão técnica

O CCMS também desenvolve ações de cooperação técnica junto a unidades de documentação da área da Saúde. Atualmente, destaca-se a parceria com o Instituto Municipal Nise da Silveira, da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do município do Rio de Janeiro, através de um processo de recuperação, organização e informatização daquele que já foi considerado o mais relevante acervo sobre saúde mental na América Latina. Entre os documentos oriundos da primeira instituição manicomial brasileira, o Hospício de Pedro II, criado em 1852, estão prontuários médicos do início do século XIX e livros de registro de escravos.

Contando com o apoio do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Nerj), o projeto contribui para a formação de estagiários das áreas de Museologia, História, Biblioteconomia e Arquivologia. O projeto está em fase de conclusão para ser disponibilizado virtualmente ao público.


Reformas

Temporariamente, a sede da unidade encontra-se fechada aos usuários, devido às reformas necessárias para a plena acessibilidade ao prédio e a retomada das ações que tornaram o CCMS referência na difusão do conhecimento na área da saúde pública no País.

Palestras, debates, cursos, atividades culturais e científicas destinadas a profissionais, estudantes e convidados voltarão a movimentar o prédio histórico, discutindo os temas emergentes na área da saúde pública.

A videoteca do CCMS manterá uma programação de mostras temáticas compostas por acervos notórios como os do Ministério da Saúde, Vídeo Saúde (Fiocruz) e instituições de ensino e pesquisa de universidades brasileiras, além de acervos relevantes na área de Saúde Pública.

Os terminais de acesso aos serviços de consulta e pesquisa da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) permitirão aos visitantes conhecer integralmente a produção editorial do Ministério da Saúde, a legislação em Saúde, os sistemas nacionais de informação e as políticas e programas de Saúde implantados no País.