Centro Cultural do Ministério da Saúde



Preparativos para a reabertura

Setor Educativo conhece a experiência e a rotina de outras unidades culturais

A equipe do CCMS visitou nos últimos meses doze unidades culturais da cidade do Rio de Janeiro para conhecer o trabalho educativo realizado nesses espaços e as instalações acessíveis às pessoas com deficiência. A secretária executiva Thais Duarte e a técnica em assuntos educacionais Fabíola Santos acompanharam mediações de visitas de crianças de até seis anos, grupos escolares do ensino fundamental e de grupos de acessibilidade, que incluíram pessoas com autismo e síndrome de Down.


Fabíola Santos, técnica em assuntos educacionais do CCMS, estuda o material apresentado pelos setores educativos das unidades culturais do Rio de Janeiro. Foto de Marcelo Queiroz.


Crianças acompanham uma exposição no espaço Oi Futuro, no Flamengo, Rio de Janeiro. Foto de Fabíola Santos.


Em unidades do circuito cultural carioca como o Museu do Índio, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Casa Daros, o Instituto Moreira Salles e o Espaço Oi Futuro, as profissionais do CCMS observaram a interação entre mediadores e visitantes para analisar como as ações educativas podem ser implementadas no Centro Cultural do Ministério da Saúde, além de tornar o espaço cada vez mais acessível à população:

“Ser acessível é permitir que todos aqueles que tenham dificuldades, sejam elas físicas, intelectuais ou sociais, tenham livre acesso às edificações. Este acesso deve se dar de forma autônoma e segura ao espaço, ao mobiliário, aos equipamentos, e às discussões, assegurando ao indivíduo o direito de ir e vir a todos os lugares que pretender”, explica Fabíola.


Redes de Acessibilidade

As visitas às instituições culturais do Rio de Janeiro foram concluídas no ano passado, mas o tema acessibilidade continua em destaque na agenda da equipe do CCMS em 2016. Além de Fabíola, a coordenadora do Centro Cultural, Jussara Valladares participa dos encontros mensais da RAM, a Rede de Acessibilidade em Museus, formada por trabalhadores de museus do estado que buscam garantir que as pessoas com deficiência tenham pleno acesso aos ambientes culturais.

O CCMS integra ainda o programa “Unlimited” de acessibilidade em espaços culturais. O projeto conduzido pelo British Council, instituição do Reino Unido voltada para educação e relações culturais com outros países, é dirigido a gestores e funcionários de espaços culturais. O programa conta com a experiência britânica na realização da última edição dos Jogos Olímpicos para estimular no Brasil práticas que integrem a produção de artistas com deficiência à agenda cultural das Olimpíadas no Rio de Janeiro.


Setor Educativo

A partir das visitas às unidades culturais e dos encontros das redes de acessibilidade, a equipe do CCMS organiza o seu Setor Educativo. Os setores educativos são responsáveis pela mediação entre as exposições e os visitantes. As visitas mediadas facilitam o acesso do público às informações oferecidas, aprofundando a reflexão e a experiência do visitante no espaço expositivo.

Os profissionais de educação também preparam as oficinas e diversas outras atividades que aguçam o potencial criativo e os processos cognitivos dos visitantes.

Material empregado em projetos do Museu do Ìndio. Foto de Fabíola Santos.


Retroprojetor da Casa Daros, que encerrou suas atividades no Rio de Janeiro em dezembro. Foto de Fabíola Santos.