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Sociedade Viva

Violência e Saúde

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Projeto Quatro Varas

Da favela à comunidade organizada

Neste desenho em cores é mostrado local pobre, com pessoas em protesto e policiais em ação. À esquerda, vê-se mulher se deslocando para onde um policial derruba a cerca de uma casa. Mais ao fundo, nota-se um homem com uma pá na mão, direcionada a outro policial. Em seguida, um homem ajoelhado no chão, leva as mãos à cabeça, observando a polícia que destrói uma casa ainda em construção. À direita há uma viatura policial e pessoas aglomeradas que sustentam uma faixa: “Queremos moradia. Violência, não”.

Após um longo processo de conscientização e de luta, amadurecido ao longo dos vários incidentes com a polícia e da destruição sucessiva de suas casas, a favela do Pirambu — com uma população de aproximadamente 50.000 habitantes — decide realizar uma grande marcha de protesto pela cidade, que culmina no prédio da Prefeitura. Nesse ato, uma data histórica, milhares de pessoas, conduzindo cartazes, faixas e cantando o hino do Pirambu, pedem respeito e exigem que a Prefeitura adote medidas de proteção para a habitação.

Pela primeira vez uma favela organizada consegue pressionar os governantes para que encarem com seriedade o problema habitacional de Fortaleza!

Sob a liderança de Aírton Barreto, o advogado que opta por viver na favela e participar da mesma sorte de seus residentes, os Direitos Humanos são implantados na favela. A população é informada sobre os seus direitos e deveres e orientada sobre as ações legais para que a lei seja cumprida.

Renasce a esperança, e a comunidade começa a reconstruir, em regime de mutirão, suas casas destruídas pela força policial. Esse contexto de luta faz com que a dinâmica social se intensifique e estimule o surgimento de várias associações comunitárias.

Atualmente, a favela do Pirambu, com uma população estimada em 250 mil habitantes, possui cerca de 100 associações organizadas em torno de um grande conselho comunitário chamado "Grande Entidade" que apoia as lutas populares.

Desenho em cores de um terreno murado com tijolos aparentes. Na frente da parede, vê-se uma abertura e, dentro do espaço, estruturas de casas ainda em construção.

Famílias ocupam o terreno de uma fábrica desativada e, da noite para o dia, constroem seus precários casebres. O centro de Direitos Humanos, implantado na comunidade, orienta os moradores sobre seus direitos e deveres.

Desenho em cores revela, à esquerda, crianças em pé olhando para policiais, à direita, que jogam pedaços de madeira no chão. Ao fundo notam-se algumas palmeiras.

As crianças assistem com tristeza à destruição de suas casas.

A cena representada neste desenho em cores mostra, à esquerda, a traseira de um carro parado na rua. Em pé, ao lado do veículo, vê-se uma mulher com o cachorro na coleira. Ela olha para o carro logo atrás do anterior, onde se encontra um motorista. Do lado de fora, em pé, notam-se dois policiais e, ao fundo, entre os prédios, uma multidão com faixas e cartazes.

Milhares de pessoas atravessam a cidade e se dirigem à Prefeitura exigindo providências para a solução do problema habitacional.

Este desenho em cores revela pessoas em pequenos grupos e atividades. Destacam-se, à direita, menino e mulher erguendo madeiras que formam a base de uma construção. Ao fundo, no horizonte, pequenas casas se acumulam lado a lado.

Aírton, o advogado do Centro de Direitos Humanos, conscientiza a comunidade sobre os seus direitos e faz apelos à Justiça. Renascem as esperanças e tudo é reconstruído.

Um grande desenho em cores mostra, à esquerda, um homem com um cartaz, além de duas pessoas sustentando faixa com os dizeres “Queremos moradia. Violência, não...” Vê-se também pessoa empurrando carrinho de mão. Do centro à direita, há um policial militar com arma em punho, um adulto e uma criança ao fundo, outro policial apreendendo um jovem, uma criança carregando objeto volumoso, uma mulher grávida amparada por outra e mais um policial com uma marreta, pronto a desferir golpe em parede ou muro.