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Sociedade Viva

Violência e Saúde

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Projeto Quatro Varas

O trabalho

Quando a mãe sai para o trabalho, a filha cuida da casa e dos irmãos mais novos

Neste desenho em cores é mostrada cena de local e pessoas pobres. À esquerda, vê-se mulher sentada com uma criança em frente a uma casa simples. Ao lado deles, um gato. No centro da imagem, vê-se mulher despedindo-se de um menino que está em pé, em frente a outra casa, já à direita, onde também se encontra um cachorro. Como o desenho foi feito em perspectiva, é possível notar as moradias até o fim da rua, nas duas laterais. Ao fundo, observa-se um homem e o sol no horizonte.

Uma necessidade se impõe aos novos habitantes: a busca de um emprego. Os pais precisam nutrir suas famílias. As portas das fábricas e empresas raramente os acolhem. Não possuem qualificações profissionais. Cada dia seguem o mesmo ritual: acordar cedo com a esperança renovada, bater em portas fechadas e retornar, à noite, cansados de uma jornada improdutiva.

Estão famintos, a barriga não mais pode esperar, necessita alimentar-se. A prioridade passa a ser "caçar" comida. Quase toda a energia vital é gasta na busca de alimentos. São capazes de se submeter a tudo para conseguir comida para si e seus filhos. Em busca de uma ocupação para conseguir o pão, o pai e a mãe deixam diariamente suas casas, cada um seguindo um rumo diferente.

E os filhos? Ficam sob os cuidados de uma irmã mais velha, são deixados em casa de vizinhos ou vão também à luta em busca de uns trocados para a família, mendigando ou limpando pára-brisas de carros nos semáforos. Às vezes, nem compensa retornar à casa, dormem pelas ruas, cada um procurando se virar, sobreviver. É a família que literalmente agoniza e descobre a indiferença de uma sociedade.

Este desenho multicolorido mostra muitas pessoas em pé em frente a um estabelecimento comercial. Notam-se, entre os presentes, vendedores ambulantes de alimentos.

Todas as manhãs, acumulam-se pessoas procurando trabalho nas fábricas de castanha de caju. Para uma minoria de mulheres, essa florescente indústria do Ceará representa uma chance de emprego estável.

Neste desenho em cores, veem-se casas simples uma ao lado da outra. Nota-se uma pessoa dentro da casa mais à direita, que está com a pintura desgastada. Logo ao lado, uma mulher varre o chão próximo às outras casas. Percebem-se também uma árvore e duas altas palmeiras, além de pássaros no céu.

Possuir uma máquina de costura pode se tornar uma maneira de ganhar a vida, assim como lavar e passar roupa para os clientes ricos.

A cena retratada pelo desenho em cores mostra homens uniformizados trabalhando com vassouras e carrinho de mão. Nota-se que estão em um local onde as casas são pequenas e simples, e as crianças brincam na rua.

Enquanto uns são ambulantes e outros operários da construção civil, muitos encontram na pesca e no serviço de limpeza pública o mínimo para o sustento da família.

O desenho em cores mostra casas pequenas e simples nas duas laterais da imagem. No meio, por onde passa uma pequena estrada sem asfalto, caminham pessoas em direção a uma fábrica ou indústria que ocupa o lado direito da ilustração, ao fundo.

Após um dia cansativo descascando castanhas, os trabalhadores voltam para casa.

Este desenho em cores mostra, à esquerda, um gari varrendo o chão e um homem carregando objetos com o auxílio de uma vara apoiada nas costas. Além disso, veem-se também pessoas em uma carroça lotada de caixas e embrulhos. O lado direito é ocupado por um homem que empurra um carrinho de mão, acompanhado pelo cachorro. Vê-se também um homem e uma mulher seguindo em direção oposta a uma construção. No extremo canto inferior esquerdo o destaque é um homem erguendo uma parede, colocando um tijolo por vez.