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Violência e Saúde

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Projeto Quatro Varas

A vida na favela

Cada família tenta construir seu casebre com pedaços de papelão, madeira e plástico

Neste desenho em cores é mostrada cena de local e pessoas pobres. À esquerda, vê-se mulher estendendo roupas em varal improvisado, ao lado de uma singela casa. Além dessa, notam-se outras moradias, uma delas ainda em construção. As pessoas retratadas são duas crianças, um homem e uma mulher. Todos trabalhando, seja carregando água, fazendo comida ou construindo.

A própria configuração geográfica da favela na periferia das grandes cidades e as casas construídas com pedaços de papelão, caixas, madeiras e plásticos nos remetem aos pedaços de existências e vidas que a integram. É uma população de indivíduos separados de suas famílias, de sua terra natal, apartados da sociedade e, por isso, sem laços que os permitam se fixar ou ter segurança e sentimento de posse ou integração.

A terra não lhes pertence. Eles a ocupam. Procuram fixar-se em algo. Querem se integrar. Sua primeira tentativa é fixar-se na terra, construir um barraco e aí começa uma verdadeira via crucis. Aqueles que possuem algum laço de amizade são recebidos em casas de amigos — é comum, na favela, um espaço de 12m² abrigar cerca de 17 pessoas pertencentes a mais de três famílias.

No universo caótico da favela as crianças são as que mais sofrem, já que estão menos preparadas para suportar as agressões do meio ambiente. Os lares, que deveriam representar segurança e afetividade, tornam-se, muitas vezes, espaços asfixiantes em vista dos violentos conflitos entre o casal, entre os pais e as crianças e entre as próprias crianças.

Nesse contexto, profundamente diferente do de suas raízes, a nova vida social e política e as atividades econômicas funcionam como elementos que agridem a identidade cultural e pessoal, provocando desagregações, desajustes e desequilíbrios de toda ordem.

O desenho em cores revela cena em que crianças brincam no chão ao longo de um bairro ou vila. Notam-se casas pequenas, próximas umas às outras; todas de aparência modesta.

As ruas da favela tornam-se a sala de estar, o espaço onde tudo acontece. As crianças, que passam a maior parte do tempo fora de casa, preenchem seu tempo livre com brincadeiras trazidas do sertão ou aprendidas na nova realidade.

O desenho mostra cena cotidiana de uma comunidade simples. Em primeiro plano, notam-se um garoto cozinhando em panela no chão, uma senhora estendendo roupas em um varal improvisado e uma casa pequena com paredes desgastadas. À esquerda e à direita, várias pessoas transitam, conversam e trabalham em meio às demais casas do local.

Como os homens partem cedo em busca de trabalho, a grande presença na favela é de mulheres e crianças. As condições difíceis do cotidiano obrigam as crianças a desde cedo ajudarem nas tarefas domésticas.

Neste desenho em cores, observa-se o interior de uma casa bastante modesta. As paredes são de tijolos aparentes e sem pintura. Não há cama, mas uma rede onde se encontra uma criança. Também nota-se a ausência de móveis ou eletrodomésticos. Percebe-se apenas uma mesa onde se veem panelas manuseadas por uma mulher. Pela janela, à extrema direita, constata-se a paisagem de outras pequenas casas e algumas palmeiras.

A mãe cozinha e os filhos esperam a hora do almoço, às vezes a única refeição do dia. Muitas bocas, muita fome e uma só panela no fogo.

Este desenho em cores mostra homem apenas de bermuda e chapéu carregando um saco no ombro. Atrás dele notam-se um prédio alto ao lado de uma pequena casa de madeira. Atrás e ao lado do homem há, também, outras pessoas.

Na grande cidade, os conhecimentos do retirante tornam-se inúteis e, por falta de qualificação profissional, muitos, sem emprego, buscam no lixo algo que lhes permita matar a fome.

Este desenho em cores mostra, à esquerda, um adulto e uma criança carregando latas com o auxílio de uma vara apoiada nas costas. Na parte central da figura, vê-se um menino ao lado de uma caixa onde está escrito “lixo”. O lado direito é ocupado por uma mulher que estende roupas no varal, duas crianças negras que brincam com bola, e ainda dois cachorros.