Projeto Quatro Varas
Crescimento de uma comunidade
Depois da fase de implantação, são ampliadas e diversificadas as ações comunitárias. Adalberto, a convite do irmão Aírton, propõe a realização da Terapia Comunitária, um instrumento de consolidação da identidade da comunidade, ameaçada pela dureza da vida cotidiana. Da aliança com a Universidade Federal do Ceará, surge o Movimento Integrado de Saúde Mental, por meio do qual os diversos saberes são articulados a serviço das dinâmicas individuais, familiares e comunitárias. Esse movimento atua no sentido do desenvolvimento das diversas potencialidades: as crianças desenham, os raizeiros trabalham a terra, as mulheres fazem bordados à mão... Também como resultado da integração com a universidade, surge o projeto de extensão Farmácia Viva e, no seu lastro, as atividades referentes ao Horto Medicinal e à Horta Comunitária. Com adubos orgânicos e água retirada com ajuda dos cataventos, o cultivo de plantas medicinais permite adaptar um conhecimento tradicional à nova realidade.
A produção de chás, xaropes e ungüentos, além de propiciar a melhoria da saúde da própria comunidade, destina-se à venda, o que propicia um reforço do orçamento familiar. A comunidade constrói ainda a Casa da Cura, onde os curandeiros acolhem as pessoas estressadas, vítimas de violência, com insônia ou que sofrem de problemas psicossomáticos, e o Centro de Promoção e Defesa da Criança. Findas as atividades escolares, o grupo do Atelier de Arte-Terapia propõe a realização de uma colônia de férias para abrigar as crianças, defendendo-as contra os perigos da rua.
