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Sociedade Viva

Violência e Saúde

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Projeto Quatro Varas

A vida no sertão

O homem cuida da roça, a mulher se ocupa das tarefas domésticas

Este desenho em cores mostra cena de uma família dentro de moradia. À esquerda, com o tronco projetado para fora da janela, uma mulher despeja um líquido dentro de um recipiente. Aos pés descalços dela, nota-se um gato sentado no chão. No fundo da imagem, há um fogão de lenha sobre o qual se veem várias panelas. À extrema direita, um homem está sentado em uma cadeira junto a um menino que está ajoelhado no chão. Todas as paredes do local são de tijolos aparentes.

O Nordeste brasileiro é uma região tropical semi-árida com verões secos e quentes; no período invernoso, quando não caem chuvas torrenciais, é atingido por secas rigorosas durante anos sucessivos.

Possui uma população marcada pelo sincretismo cultural originado da fusão das culturas dos vários grupos que a constituíram: nativos indígenas, colonizadores portugueses e africanos trazidos como escravos. Sua população é, sobretudo, rural, pobre, muitas vezes analfabeta e marcada pela mobilidade — no passado, em função dos ciclos de produção do pau-brasil, açúcar, ouro, café; no presente, pela falta de uma política agrária que fixe o homem à terra.

Essa situação tem-se agravado com as secas cíclicas e as condições climáticas adversas, que provocam constantes migrações e geram uma mistura de traços culturais onde coabitam os temas indígenas, os hábitos regionais e as novidades veiculadas por intermédio da televisão.

A sociedade sertaneja é uma sociedade dispersa em função de várias razões: o forte calor, a variedade das origens étnicas e a influência dos diversos grupos de clientelismo. Dividida pela geografia, isola-se em pequenos grupos. As famílias vivem em comunidades de vizinhanças e compadrios e, no mais das vezes, praticam uma agricultura de subsistência.

Para minimizar a dureza de suas existências, a vida social é redimensionada e dinamizada quando da ocasião das festas religiosas ou das peregrinações periódicas que o povo sertanejo realiza aos santuários consagrados a seus santos protetores.

Este desenho mostra cenário típico da vegetação caatinga, assim como o solo ressecado. Notam-se uma carroça puxada por cavalo, pessoas caminhando em direção a algumas casas que compõem a localidade. Ao fundo, o céu mesclado de azul e amarelo.

A fazenda constitui um microuniverso onde coabitam o patrão, em sua casa grande, os empregados, em habitações rudimentares, e os animais. Este conjunto forma uma pequena sociedade onde as relações são marcadas por uma forte hierarquia.

Neste desenho, veem-se uma mulher e um menino sentados, além de outro garoto carregando um volume sobre a cabeça. À direita, nota-se um cacto e, ao fundo, uma pequena casa contorna pela vegetação, o céu azul e o sol logo acima.

Da carnaúba, retira-se o madeiramento. Com suas folhas, cobrem-se os tetos das casas e confeccionam-se chapéus, cestas e brinquedos. Os espinhos do mandacaru ajudam a sertaneja a tecer rendas de grande valor.

Este desenho em cores mostra cenário de uma comunidade. Ao centro e à esquerda, nota-se uma casa simples à beira de um lago ou mar, onde um homem está pescando. Mais ao fundo, percebem-se outras duas casas, roupas estendidas no varal, um poço, algumas pessoas, palmeiras e o sol intenso.

O reservatório de água mata a sede de homens e animais. Além de ajudarem nas atividades domésticas, as crianças brincam no açude e se divertem com brinquedos construídos por elas mesmas.

Este desenho em cores revela várias pessoas transitando, vendendo e comprando em uma espécie de feira ao ar livre em uma pequena cidade. No centro, notam-se uma grande árvore e, mais ao fundo, tanto à esquerda quanto à direita, muitas casas, além de uma igreja.

Cada vilarejo tem o seu dia de feira, que é também dia de encontrar os amigos. As festas juninas e a festa do padroeiro são também ocasiões de divertimento.

Este desenho em cores mostra três meninos à esquerda brincando com cavalos de pau, feito com aparentes cabos de vassoura. Em frente a eles, vê-se uma galinha procurando alimento no chão, além de homem montado em cavalo. À direita, nota-se mulher equilibrando bacia cheia de roupas na cabeça.